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Riedel aposta em novo ciclo para ampliar educação, saúde e oportunidades em MS

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2 semanas atrásem
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LUIS VILELA
Para uma família, política pública aparece menos nos números do orçamento e mais quando o filho passa o dia na escola, termina o ensino médio com uma profissão, o asfalto chega ao bairro ou existe um leito disponível no hospital.
Foi em torno dessa ideia — transformar crescimento econômico em oportunidades concretas — que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, conduziu boa parte de sua participação na sabatina do Top Mídia News, comandada pelo jornalista Vinicius Squinelo.
Riedel apresentou a atual gestão como parte de um projeto ainda em desenvolvimento. O argumento é que Mato Grosso do Sul entrou em um ciclo de crescimento que precisa ser acompanhado por educação, qualificação profissional, infraestrutura e políticas sociais capazes de alcançar quem ainda permanece à margem.
“Pra que não fique ninguém pra trás”, resumiu. Para o candidato, programas sociais devem funcionar também como ponte para que famílias vulneráveis conquistem renda e autonomia.
Educação para transformar crescimento em oportunidade
Na educação, Riedel afirmou que mais de R$ 1 bilhão foi destinado à estrutura física das escolas estaduais e que mais de 270 das 354 unidades passaram por reestruturação.
Segundo o governador, a melhoria dos prédios faz parte de uma estratégia que combina infraestrutura, valorização dos profissionais, ensino em tempo integral e formação profissional.
Um dos principais destaques foi justamente a expansão da educação profissional.
Riedel disse que, quando assumiu o governo, cerca de 18% dos estudantes do ensino médio participavam de cursos profissionalizantes. Hoje, segundo ele, o percentual está próximo de 60%.
A proposta é aproximar a escola das oportunidades existentes em cada região, com cursos relacionados a setores como comércio, administração, gastronomia, estética, empreendedorismo, agropecuária e floresta plantada.
A ideia é que o estudante deixe a escola não apenas com o diploma, mas com qualificação capaz de ampliar suas chances no mercado de trabalho.
Para um eventual segundo mandato, Riedel defendeu concluir reformas, ampliar o ensino integral e aumentar ainda mais a presença da educação profissional.
Outra frente é a expansão do ensino fundamental em tempo integral na rede estadual, em parceria com os municípios. Segundo o governador, ao assumir mais vagas nessa etapa, o Estado ajuda as prefeituras a direcionar recursos para a educação infantil e as creches.
Hospital Regional deve ampliar capacidade de atendimento
Na saúde, uma pergunta de um morador de Campo Grande trouxe a discussão para o cotidiano. Ele reclamou da falta de medicamentos na atenção básica, embora tenha elogiado os profissionais das unidades.
Riedel reconheceu o problema e diferenciou as responsabilidades municipais na atenção primária do papel do Estado na média e alta complexidade.
Nesse contexto, apontou a transformação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul como uma das principais mudanças em andamento.
Segundo o governador, a unidade passará por remodelação capaz de ampliar em cerca de 60% o número de leitos e praticamente dobrar sua capacidade de atendimento.
Riedel defendeu ainda avanços na regulação dos pacientes e maior integração entre Estado e municípios.
A estratégia, segundo ele, precisa combinar uma atenção básica eficiente, organização das filas e maior capacidade hospitalar para casos de maior complexidade.
Campo Grande terá continuidade de obras
A situação de Campo Grande também ocupou parte importante da sabatina.
Questionado sobre críticas de que o Estado teria reduzido recursos destinados à Capital, Riedel negou que seu governo tenha deixado de atender o município. Argumentou que a divisão das receitas segue critérios institucionais definidos por população, território e participação econômica.
O governador destacou investimentos diretos em infraestrutura urbana e citou obras de pavimentação em bairros como Nova Lima, Moreninhas e Nashville.
Segundo ele, a política faz parte de uma estratégia que alcança os 79 municípios, com investimentos em pavimentação, rodovias, saneamento e infraestrutura.
Riedel reconheceu, porém, que Campo Grande ainda enfrenta problemas estruturais que precisarão continuar sendo enfrentados nos próximos anos.
Segurança na fronteira exige tecnologia e integração
A segurança pública apareceu como um dos principais desafios.
Mato Grosso do Sul possui extensa fronteira com Paraguai e Bolívia e convive com rotas usadas pelo tráfico internacional de drogas. Riedel relacionou parte da violência registrada no Estado à disputa entre facções pelo domínio desses corredores.
O candidato afirmou que pretende manter investimentos em tecnologia, infraestrutura, qualificação e efetivo das polícias Militar e Civil, além de ampliar a integração com instituições federais.
Também cobrou maior participação da União no policiamento de fronteira, lembrando as atribuições da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas.
“Não vamos abrir mão desse status de um Estado seguro”, afirmou.
Eventos climáticos exigem obras estruturais
Os temporais recentes também entraram na entrevista.
Riedel afirmou que os sistemas estaduais de alerta estão funcionando, mas defendeu combinar prevenção e capacidade rápida de reconstrução.
Segundo ele, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Agesul foram mobilizados para auxiliar municípios atingidos. Em Campo Grande, criticou a demora no restabelecimento da energia depois dos temporais e disse ter cobrado respostas da Energisa.
Para o governador, entretanto, a resposta mais importante está no planejamento de longo prazo.
Obras de drenagem, organização do fluxo das águas e investimentos urbanos capazes de tornar as cidades mais resistentes aos eventos extremos devem ganhar espaço crescente.
“Não é um trabalho de curto prazo”, reconheceu.
Compliance e combate à corrupção
Outro tema abordado diretamente foi o combate à corrupção.
Questionado sobre irregularidades investigadas no sistema de regulação da saúde, Riedel afirmou que servidores ou ocupantes de cargos públicos envolvidos em suspeitas devem ser afastados para permitir o avanço das investigações.
“Nós temos tolerância zero com a corrupção ou com o malfeito”, declarou.
O governador destacou a atuação da Controladoria-Geral do Estado e a integração com Ministério Público, Gaeco, Polícia Civil e outros órgãos.
Segundo os números apresentados na entrevista, 189 empresas foram sancionadas nos últimos três anos por irregularidades administrativas e aproximadamente R$ 25 milhões foram recuperados.
Riedel ressaltou que essas sanções não significam necessariamente casos de corrupção, mas também descumprimentos administrativos identificados pelos mecanismos de controle.
Para um eventual novo mandato, a proposta é fortalecer essa rede, inclusive na prevenção de irregularidades.
Norte do Estado busca novas vocações
A sabatina também abordou o desenvolvimento da região norte.
Questionado sobre a situação de Coxim, Riedel reconheceu que municípios como Sonora, Pedro Gomes, Coxim e Rio Verde não receberam até agora empreendimentos de grande porte capazes de acelerar a transformação econômica na mesma intensidade observada em outras regiões.
O governador argumentou, porém, que existe um movimento em curso.
Citou a recuperação de dois frigoríficos em Coxim, os efeitos regionais do crescimento de São Gabriel do Oeste e a expansão das florestas plantadas.
Para os próximos anos, colocou infraestrutura e turismo entre os caminhos para diversificar a economia.
“Não adianta a gente achar que vem alguém de fora resolver o problema da comunidade. O problema da comunidade vai ser desabrochado ali de dentro e o nosso papel é dar suporte e apoiar”, afirmou.
Relação institucional acima das diferenças partidárias
A disputa presidencial também apareceu na entrevista.
Riedel reafirmou seu apoio a Flávio Bolsonaro, mas disse que suas diferenças políticas em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva não impediram a construção de uma relação administrativa entre Mato Grosso do Sul e o Governo Federal.
Segundo ele, houve respeito institucional e nenhuma retaliação por suas posições políticas.
Embora tenha feito críticas à política econômica federal, Riedel separou a divergência partidária das parcerias institucionais mantidas entre Estado e União.
Crescimento precisa chegar às famílias
Ao final da sabatina, Riedel voltou ao argumento que atravessou toda a entrevista.
Rodovias, pavimentação, saneamento, escolas, hospitais e atração de investimentos não seriam objetivos isolados.
“Tudo isso é meio”, afirmou.
O objetivo, segundo o governador, é melhorar as condições de vida.
Riedel citou a redução da taxa de pobreza de 21,3% para 17,7%, a melhora da renda e o desempenho do mercado de trabalho como resultados desse processo.
Também colocou a mobilidade social no centro de sua defesa da continuidade do projeto, destacando a possibilidade de crianças de famílias de baixa renda encontrarem, ao longo da vida, escola, qualificação e emprego capazes de ampliar suas perspectivas.
É nessa combinação que o candidato constrói o argumento da reeleição.
Nos primeiros quatro anos, afirma ter concentrado esforços em infraestrutura, atração de investimentos, modernização dos serviços e educação. Para um segundo mandato, a proposta apresentada é ampliar o alcance dessas políticas e fazer com que o crescimento econômico seja percebido cada vez mais na vida cotidiana.
“Tudo isso é que deu essa condição para o nosso Estado”, afirmou Riedel. “Olhando para a frente, eu quero potencializar isso para gerar qualidade de vida para a nossa gente.”
Fotos: Bruno Rezende
Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

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PARANAIBA: Veja os 43 veículos autorizados para transportar eleitores durante as eleições

Publicado
5 dias atrásem
01/10/2026Por
LUIS VILELA
| Nº | Veículo | Lotação | Motorista | Trajeto |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Kombi | 12 | Ricardo Teixeira da Maia | Fazenda Santa Fé → Fazenda Furninha → Distrito São João do Aporé |
| 2 | Micro-ônibus | 20 | Juliana Custodio de Souza | Fazenda Ponte Nova → Vale do Quitéria → Praça da República |
| 3 | Kombi | 12 | Cintia Teodoro de Jesus | Fazenda Estrela da Mata → Boteco do Martelo → Distrito do Tamandaré |
| 4 | Kombi | 12 | Carlos Augusto da Silva | Chácara Rancho Alegre → Serrinha → Praça da República |
| 5 | Ônibus | 26 | Rogério Afonso Aguiar | Fazenda C1 → Distrito São João do Aporé |
| 6 | Kombi | 12 | Geraldo Jose Pedrozo | Fazenda Santa Maria → Praça da República |
| 7 | Kombi | 15 | Lauro Lourenço de Souza | Fazenda Dois Meninos → Distrito Alto Tamandaré |
| 8 | Micro-ônibus | 16 | Cledilson Souza de Freitas | Fazenda Agroverde → Espicha Couro → Praça da República |
| 9 | Kombi | 12 | Elisângela Aparecida da Mata | Sítio Dois Irmãos → Praça da República |
| 10 | Micro-ônibus | 16 | Leonardo Vieira da Silva | Fazenda Espicha Couro → Praça da República |
| 11 | Ônibus | 24 | José Carlos Tiago da Maia | Fazenda Rio das Pedras → Praça da República |
| 12 | Ônibus | 22 | Julio Cesar Alves Martins | Fazenda Santa Luzia → Praça da República |
| 13 | Kombi | 12 | Juracy Palmieri | Fazenda Barra do Bacuri → Praça da República |
| 14 | Micro-ônibus | 20 | Rugmar Martins de Oliveira | Fazenda Colina/Pindorama → Distrito do Raimundo |
| 15 | Micro-ônibus | 16 | Elias Martins de Souza | Fazenda Maria Eleida → Galileia → Praça da República |
| 16 | Ônibus | 35 | Silvio Cesar Alves Vital Junior | Fazenda São Francisco → Jamel → Praça da República |
| 17 | Micro-ônibus | 15 | Gersolino Francisco da Silva | Fazenda Aporé → ABC → Praça da República |
| 18 | Kombi | 15 | Silvio Fagundes Dias | Bar do Dionísio → Praça da República |
| 19 | Micro-ônibus | 16 | Nilvaine Leonel de Paula | Fazenda Recanto das Figueiras → Praça da República |
| 20 | Micro-ônibus | 15 | Teobaldo Silva Arantes | Fazenda Campeiros → Divisa → Praça da República |
| 21 | Ônibus | 29 | Ronaldo Costa Silva | Fazenda São Bento → Distrito Alto Tamandaré |
| 22 | Micro-ônibus | 16 | Romário Brito dos Santos | Fazenda São Miguel → Coqueiros → Praça da República |
| 23 | Kombi | 15 | Deoclides Gomes Santana | Fazenda Império → Praça da República |
| 24 | Ônibus | 23 | Iomar David Barboza Neto | Fazenda São Camilo → Praça da República |
| 25 | Kombi | 12 | Edno Fagundes Dias | Fazenda São Sebastião → Praça da República |
| 26 | Kombi | 15 | Reginaldo Pereira da Silva | Fazenda Jurucutu → Distrito do Raimundo |
| 27 | Kombi | 12 | Vilma Correa da Silva | Fazenda Vista Verde → Distrito do Raimundo |
| 28 | Kombi | 15 | Mateus Felipe Batista de Paula | Sítio Tradicional → Distrito do Raimundo |
| 29 | Kombi | 15 | Reinaldo Miguel Ramos | Fazenda Anaua → Distrito do Raimundo |
| 30 | Ônibus | 35 | Fausto Henrique Ferreira | Fazenda Guanabara → Boteco do Martelo → Distrito do Raimundo |
| 31 | Kombi | 15 | Valtair José da Silva | Fazenda Furna → Distrito do Raimundo |
| 32 | Kombi | 15 | Leandro Souza Moura | Fazenda José Bauer → Distrito do Raimundo |
| 33 | Kombi | 15 | Luciane dos Santos Gonçalves | Fazenda Calanda → Praça da República |
| 34 | Kombi | 15 | Ercilia Ferreira Neto Machado | Fazenda 04 Irmãos → Distrito Alto Tamandaré |
| 35 | Kombi | 12 | Cleber Ramos de Oliveira | Fazenda Cinco Estrela → Distrito Alto Tamandaré |
| 36 | Ônibus | 24 | Antonio Lorivaldo Aparecido Dutra | Fazenda Serra → Distrito Alto Tamandaré |
| 37 | Micro-ônibus | 16 | Dinovan Marques da Silva | Distrito Alto Tamandaré → Praça da República |
| 38 | Ônibus | 45 | José Hamilton Cruz Neves | São João do Aporé → Distrito do Raimundo → Praça da República |
| 39 | Ônibus | 60 | Carlos Fernando Rodrigues | Parque Aquático → Praça da República |
| 40 | Ônibus | 30 | Marcio Mariano da Costa | Fazenda Nova Esperança → Praça da República |
| 41 | Ônibus | 30 | Ronito Ferreira Freitas | Fazenda Vitória → Praça da República |
| 42 | Ônibus | 26 | Antônio Ramos Costa | Seringueira → Praça da República |
| 43 | Ônibus | 26 | Aline Mendonça Lopes | Estância Nossa Senhora Aparecida → Praça da República |
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Cidade
Riedel destaca crescimento com qualificação, infraestrutura e serviços públicos

Publicado
1 semana atrásem
26/09/2026Por
LUIS VILELA
Em entrevista à Massa FM, governador defendeu incentivos à industrialização, expansão da escola integral e novos investimentos em habitação, rodovias e saúde para acompanhar transformação econômica de MS
Eduardo Riedel defendeu, em entrevista à Massa FM, a continuidade de uma estratégia que associa crescimento econômico a investimentos em infraestrutura e serviços públicos. O governador destacou incentivos à industrialização, expansão de rodovias, qualificação para novos empregos, habitação nas cidades pressionadas pelo crescimento, avanço da escola integral e profissionalizante e uma nova contratualização da Santa Casa baseada em produtividade e resultados.
O crescimento de Mato Grosso do Sul está mudando o mapa econômico do Estado, mas também começa a impor desafios que chegam diretamente à vida das pessoas: aluguel mais caro nas cidades em expansão, necessidade de qualificação para ocupar novos empregos, pressão sobre hospitais, escolas, ruas e rodovias. Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, o próximo passo é fazer com que a expansão econômica seja acompanhada por infraestrutura e serviços públicos capazes de absorver essa nova realidade.
Em entrevista aos jornalistas Bruno Callegari, Kelly Martins e Ginez César, da Rádio Massa FM, Riedel defendeu a estratégia de atração de investimentos adotada pelo Estado e afirmou que pretende aprofundar políticas de qualificação profissional, ensino em tempo integral, habitação, infraestrutura logística e regionalização da saúde.
Um dos principais argumentos apresentados pelo governador foi o desempenho da economia estadual. O crescimento real do PIB de Mato Grosso do Sul chegou a 13,4% em 2023, mais de quatro vezes os 3,2% registrados pelo país naquele ano. O resultado colocou o Estado com a segunda maior expansão entre as unidades da Federação.
Incentivos para atrair empresas e movimentar a economia
Questionado sobre as críticas dos adversários ao volume de renúncias fiscais, Riedel afirmou que os incentivos fazem parte de uma política destinada a trazer empreendimentos que, sem o benefício, poderiam se instalar em outros estados.
A lógica apresentada pelo governador é que uma empresa atraída pelo incentivo não gera apenas arrecadação direta, mas empregos, renda e demanda por fornecedores e serviços locais.
“Se eu tenho a atração de um grande negócio que não está aqui, ele não está gerando emprego, ele não está gerando renda, ele não está recolhendo imposto”, argumentou. Com a instalação do empreendimento, acrescentou, parte dessa arrecadação passa a existir e outras atividades econômicas são estimuladas.
Riedel também associou parte da renúncia à opção do Estado por manter carga tributária menor em determinados produtos e setores, citando o etanol, a carne e itens da cesta básica.
Para o governador, o desafio daqui para frente será adaptar essa política ao novo cenário criado pela reforma tributária.
Milho deixa de ser apenas matéria-prima
A expansão do etanol de milho foi apresentada na entrevista como um exemplo dessa transformação econômica. O avanço das usinas cria um mercado adicional para os produtores, mas também aumenta a disputa pelo grão utilizado na alimentação de suínos e aves.
Riedel reconheceu essa pressão e afirmou que oscilações de preço fazem parte da dinâmica de oferta e procura. Em sua avaliação, porém, o saldo estrutural da industrialização é a possibilidade de manter dentro do próprio Estado uma parcela maior da riqueza gerada pela produção agrícola.
O governador citou ainda o DDG, coproduto obtido na fabricação do etanol e utilizado na alimentação animal, como um dos elementos que conectam as novas usinas às demais cadeias produtivas.
“A gente tem que ter uma visão geral do impacto dessa roda de desenvolvimento”, afirmou. Segundo Riedel, Mato Grosso do Sul se aproxima de uma produção de 15 milhões de toneladas de milho e passou a consumir parcela expressiva desse volume internamente com a expansão das indústrias e das cadeias de proteína animal.
Estradas para acompanhar a produção
O crescimento da produção também levou a entrevista para um problema conhecido de quem depende diariamente das rodovias estaduais: a infraestrutura necessária para retirar essa riqueza das fazendas e levá-la até indústrias e mercados consumidores.
Questionado sobre a aplicação do Fundersul, Riedel afirmou que o fundo passou por mudanças a partir de 2023 e que atualmente os recursos vinculados à produção agropecuária são acompanhados por um comitê com participação de entidades representativas do setor.
Segundo o governador, o Fundersul movimenta aproximadamente R$ 1 bilhão por ano, enquanto o investimento total do Estado em rodovias se aproxima de R$ 2,5 bilhões anuais. Ele afirmou ainda que sua gestão executou mais de mil quilômetros de estradas e que Mato Grosso do Sul se aproxima dos 6 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas.
Documentos oficiais do próprio Fundersul confirmam que o fundo é destinado à construção, manutenção, recuperação e melhoria de rodovias estaduais, além de poder financiar obras como pontes, drenagem e intervenções urbanas vinculadas ao sistema viário.
Crescimento muda a rotina das cidades
É em cidades como Três Lagoas que os efeitos dessa expansão aparecem de maneira mais visível.
A chegada de empresas, trabalhadores e investimentos movimenta comércio e serviços, mas também eleva a procura por imóveis e aumenta a pressão sobre saúde, trânsito, educação e infraestrutura.
Riedel reconheceu que o valor dos aluguéis subiu e atribuiu parte desse movimento ao aumento da demanda por moradia. Segundo os números apresentados por ele durante a entrevista, o déficit habitacional estadual gira em torno de 70 mil unidades, mas uma parcela significativa desse cálculo está relacionada ao comprometimento excessivo da renda familiar com aluguel.
A resposta defendida pelo governador combina construção de moradias voltadas às famílias de menor renda com mecanismos como o Bônus Moradia, utilizado para estimular a aquisição de imóveis pelo mercado.
“Os imóveis estão aí, as famílias estão morando, mas estão pagando caro, porque existe uma concorrência por imóveis”, disse.
No caso de Três Lagoas, Riedel citou o Hospital Regional como exemplo de estrutura concebida diante da perspectiva de expansão da região e afirmou que investimentos em rodovias, ferrovia, hidrovia, educação profissional e habitação precisam avançar paralelamente à industrialização.
Emprego novo exige trabalhador preparado
Essa mesma lógica aparece diante da retomada da fábrica de fertilizantes UFN3. Questionado sobre como fazer com que as oportunidades abertas pelo empreendimento cheguem aos trabalhadores da própria região, Riedel apontou a qualificação profissional como principal instrumento do Estado.
Segundo ele, o governo pretende atuar junto às empresas para estimular a contratação local e ampliar a formação de trabalhadores para as funções que serão demandadas pelos novos investimentos.
Riedel afirmou durante a entrevista que Mato Grosso do Sul vive uma das menores taxas de desemprego de sua história. O dado mais recente consolidado para um ano completo mostra taxa de desocupação de 3% em 2025, terceira menor do Brasil, segundo o IBGE.
Nesse cenário, o desafio apontado pelo governador deixa de ser apenas criar vagas. Passa também por aproximar quem procura oportunidade das qualificações exigidas por uma economia cada vez mais industrializada.
Escola integral ligada ao futuro do trabalho
A educação ocupa lugar central nessa estratégia.
Riedel disse que pretende continuar ampliando o ensino em tempo integral e a educação profissional. Atualmente, a modalidade integral está presente nos 79 municípios e alcança 62% das escolas da Rede Estadual de Ensino, percentual confirmado pela Secretaria Estadual de Educação.
O governador ressaltou, porém, que universalizar o acesso não significa transformar obrigatoriamente todas as escolas em unidades integrais. Segundo ele, diferentes realidades familiares e sociais precisam ser consideradas antes de definir até onde a expansão chegará.
A estimativa apresentada durante a entrevista é avançar para algo entre 80% e 85% das escolas, mas Riedel afirmou que a definição ainda será discutida pela Secretaria de Educação.
Outro foco é a formação profissional no ensino médio. Segundo o governador, mais da metade dos estudantes desse ciclo já participa de cursos profissionalizantes.
Para ele, essa mudança começa a produzir efeitos em prazo relativamente curto, porque os jovens deixam a escola todos os anos já com uma formação capaz de facilitar o acesso ao primeiro emprego.
A ampliação do ensino integral nos anos finais do fundamental também foi associada a outra necessidade cotidiana das famílias. Ao absorver parte desses estudantes na rede estadual, explicou Riedel, o Estado permite que os municípios concentrem estrutura e vagas na educação infantil e nas creches.
Santa Casa: mais recursos ligados a resultados
Na saúde, a situação da Santa Casa de Campo Grande encerrou a entrevista.
Riedel classificou o hospital como indispensável para o sistema estadual e destacou que, embora seja uma instituição privada e contratualizada pelo município, recebe recursos estaduais para financiar atendimentos do SUS.
Em janeiro deste ano, por exemplo, o Governo do Estado anunciou repasse de R$ 5 milhões à instituição dentro de um termo aditivo destinado ao custeio de serviços de média e alta complexidade.
O governador defendeu uma mudança no modelo de contratualização para vincular uma parcela maior dos recursos à produtividade e aos resultados apresentados pelo hospital.
Segundo ele, as conversas já ocorrem com a nova administração indicada após a intervenção judicial.
“Nós vamos continuar colocando recurso na Santa Casa”, afirmou. Riedel condicionou, entretanto, eventual ampliação dos valores a maior produtividade e eficiência na prestação dos serviços.
Para o governador, trata-se de preservar uma estrutura considerada estratégica para Mato Grosso do Sul sem abandonar a cobrança por eficiência na aplicação do dinheiro público.
Ao longo da entrevista, Riedel construiu sua defesa da continuidade da gestão justamente sobre essa combinação: crescimento econômico, capacidade de investimento e ampliação das políticas públicas. No projeto apresentado pelo candidato para um eventual segundo mandato, a questão central passa a ser fazer com que uma economia em transformação seja acompanhada, no mesmo ritmo, por moradia, escolas, hospitais, qualificação profissional e infraestrutura capazes de sustentar essa expansão.
Fotos: Saul Schramm
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Cidade
Prefeitura de Paranaíba realiza 3ª chamada de convocação do Programa Minha Casa Minha Vida/FGTS

Publicado
2 semanas atrásem
25/09/2026Por
LUIS VILELA
A Prefeitura Municipal de Paranaíba, em conjunto com a Entidade Organizadora IEDHI, realiza a 3ª chamada de convocação dos pré-selecionados do Programa Minha Casa Minha Vida/FGTS – 2ª Etapa do Loteamento Costa Leste.
A convocação integra o Programa Habitacional Financiado e Subsidiado de Mato Grosso do Sul – FGTS – 30 unidades habitacionais, e tem como objetivo dar continuidade ao processo de habilitação das famílias pré-selecionadas para o empreendimento.
Os convocados deverão comparecer à Prefeitura Municipal de Paranaíba, na Sala de Vidro, localizada na Avenida Juca Pinhé, nº 333, Jardim Santa Mônica, no prazo de até cinco dias contados a partir da data da publicação, levando toda a documentação necessária para prosseguimento do processo.
É importante que os pré-selecionados fiquem atentos ao prazo. Conforme estabelecido na convocação, o não comparecimento dentro do período determinado poderá resultar na substituição do candidato, que será considerado desistente do interesse em participar do programa habitacional.
Entre os documentos solicitados estão RG, CPF ou CNH, certidão de nascimento ou casamento, documentos referentes à união estável quando aplicável, comprovante de residência, quatro últimos holerites, declaração de Imposto de Renda, Carteira de Trabalho física ou digital, número do PIS, extrato do FGTS, autorização pelo aplicativo FGTS e certidão de nascimento dos filhos. Nos casos de pessoa com deficiência ou doença crônica, também deverá ser apresentado atestado ou declaração médica contendo o CID.
A Prefeitura reforça a importância de que os convocados providenciem a documentação com antecedência e compareçam dentro do prazo estabelecido para garantir a continuidade da análise de habilitação no programa habitacional.
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