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Cidade

Colisão entre trem e ônibus escolar deixa alunos feridos em Aparecida do Taboado

LUIS VILELA

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em

CORREIO DO ESTADO

Três alunos ficaram feridos após batida entre trem e ônibus escolar, na manhã desta quarta-feira (6), na região de Alagoinha, em Aparecida do Taboado, município localizado a 457 quilômetros de Campo Grande.

Ao todo, 12 alunos, entre crianças e adolescentes, estavam a caminho da escola no ônibus que transporta estudantes da Rede Municipal de Ensino.

Conforme apurado pela mídia local, alguns alunos ficaram feridos e um adolescente, de 15 anos, foi arremessado do ônibus, teve fraturas nos membros superiores e sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE). Ele foi encaminhado para o Hospital Municipal.

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De acordo com o site Costa Leste News, motorista do ônibus escolar atravessou a ferrovia no momento em que o trem de carga passava. O trem atingiu a traseira do ônibus. Imagens mostram que as janelas do ônibus foram quebradas.

Corpo de Bombeiros esteve no local para prestar os primeiros atendimentos às vítimas.

A Prefeitura Municipal de Aparecida do Taboado emitiu nota lamentando o ocorrido e afirmou que está tomando todas as precauções possíveis e prestando suporte integral às famílias afetadas.

Confira a nota na íntegra:

A Prefeitura Municipal de Aparecida do Taboado lamenta pelo ocorrido envolvendo o ônibus que transporta estudantes do município, na região da Lagoinha. Neste momento, informamos que estamos tomando todas as precauções possíveis e prestando suporte integral às famílias afetadas.

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Na oportunidade estamos contando com o apoio da empresa Bello Alimentos, pois nesta rota parte dos alunos são filhos de cooperados desta empresa. Em conjunto, estamos mobilizando recursos e esforços para garantir assistência imediata e adequada a todos os envolvidos.

Reforçamos nosso compromisso em apoiar as investigações das causas do acidente, colaborando com as autoridades competentes para esclarecer os fatos. Estamos dedicando todos os recursos disponíveis para garantir que as famílias recebam o suporte necessário neste momento delicado.

Estamos à disposição para fornecer informações adicionais e manter a comunidade informada sobre os desdobramentos desta situação.

OUTRO ACIDENTE

Ana Beatriz Jorge de Oliveira, de cinco anos, morreu atropelada por um ônibus escolar, na noite desta terça-feira (5), na Aldeia Indígena Novo Corguinho, próximo a Sidrolândia, município localizado a 60 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela mídia local, o motorista conduzia o ônibus e, sem perceber, atropelou a criança e seguiu o percurso normalmente.

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Ele alega não ter visto a criança nas proximidades do veículo e foi avisado sobre a fatalidade momentos após o acidente.O motorista é habilitado e, após tomar conhecimento do acidente, prestou depoimentos e colaborou com as autoridades.

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Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

Cidade

Agro de MS multiplica cadeias e transforma produção em indústria

LUIS VILELA

Publicado

em

O agro de Mato Grosso do Sul já não cabe apenas na imagem das grandes lavouras de soja e milho ou do gado espalhado pelas pastagens. Do campo continuam saindo grãos, carne e matéria-prima, mas uma parcela cada vez maior dessa produção percorre outro caminho antes de deixar o Estado: entra em fábricas, movimenta novas cadeias produtivas e se transforma em combustível, energia, óleo, farelo, ração, celulose, couro e uma variedade crescente de produtos.

Ao mesmo tempo, culturas que há poucos anos tinham participação limitada na economia sul-mato-grossense começam a ganhar escala. O amendoim colocou o Estado na segunda posição entre os produtores brasileiros na safra 2024/25, com mais de 56 mil toneladas. A laranja abriu uma nova fronteira agrícola que se aproximava de 35 mil hectares plantados em maio de 2026.

É a diversificação de um agro que continua apoiado em algumas de suas grandes vocações históricas, mas acrescenta novas atividades e, sobretudo, procura transformar dentro do próprio Estado uma parcela maior daquilo que produz.

Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, essa mudança de perfil está diretamente relacionada ao avanço da tecnologia, da produtividade e da agroindustrialização.

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“Mostramos que é possível produzir mais e, ao mesmo tempo, preservar. Fizemos da tecnologia uma grande aliada para aumentar a produtividade. A indústria não chegou para disputar espaço com o produtor rural. Pelo contrário, ela agregou valor aos nossos produtos e abriu novos mercados”, afirma.

Do grão ao combustível, da floresta à indústria

A soja ajuda a compreender essa transformação. Além de ser comercializada como grão, entra em cadeias que produzem óleo, farelo e ração animal. O milho, por sua vez, deixou de ter como destino apenas a alimentação e a exportação e ganhou importância como matéria-prima para a fabricação de etanol.

A cana-de-açúcar completa essa estrutura com açúcar, etanol, bioeletricidade e outros derivados.

Mato Grosso do Sul possui atualmente 22 usinas de bioenergia em operação. O setor produz mais de 4 bilhões de litros de etanol por ano e passou a integrar cana e milho em uma cadeia que também avança sobre biogás e biometano.

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É um exemplo claro de como a agroindustrialização modifica o valor econômico de uma safra: em vez de simplesmente transportar a matéria-prima para outros mercados, parte dela passa por transformação industrial ainda em território sul-mato-grossense.

O movimento se repete na cadeia florestal.

Em Ribas do Rio Pardo funciona a maior linha única de produção de celulose do mundo. A fábrica da Suzano possui capacidade instalada para produzir 2,55 milhões de toneladas por ano e nasceu de um investimento superior a R$ 22 bilhões.

Ao redor da celulose surge ainda uma cadeia de fornecedores, logística, energia e serviços. Em Três Lagoas, por exemplo, novos investimentos vêm sendo atraídos justamente para fornecer produtos utilizados pelas próprias fábricas de celulose instaladas na região.

É esse encadeamento que amplia o impacto do agro para além da porteira.

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Novas culturas entram no mapa

A diversificação aparece com ainda mais clareza quando se observa o avanço de culturas que não faziam parte, em grande escala, da paisagem agrícola tradicional de Mato Grosso do Sul.

O amendoim é uma delas.

Na safra 2024/25, a produção estadual ultrapassou 56 mil toneladas, crescimento de 176,37% em relação ao ciclo anterior, levando Mato Grosso do Sul à segunda posição nacional. O crescimento já começa a atrair a etapa seguinte da cadeia: uma indústria de beneficiamento de R$ 30 milhões está prevista para Nova Alvorada do Sul.

A citricultura segue trajetória semelhante.

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Mato Grosso do Sul se aproxima de 35 mil hectares de laranja plantados e passa a ser tratado como uma das novas fronteiras de expansão da citricultura brasileira. Somente em Ribas do Rio Pardo há um projeto superior a 5 mil hectares, enquanto outros investimentos avançam em diferentes municípios.

A expectativa é que o crescimento dos pomares seja seguido também pela industrialização da fruta, reproduzindo uma lógica que já ocorre com grãos, cana e florestas plantadas: produzir, processar e agregar valor dentro do Estado.

Pecuária também muda de perfil

Mesmo a pecuária, uma das atividades econômicas mais antigas de Mato Grosso do Sul, passou por transformação.

O bovino deixou de representar apenas carne. A atividade alimenta uma cadeia em que o couro abastece setores como móveis, calçados e indústria automotiva, enquanto o sebo pode ser utilizado na fabricação de biodiesel.

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Ao lado dos bovinos, avançam ainda outras proteínas animais, como suínos, aves e tilápia. Investimentos recentes incluem expansões da indústria de suínos em Dourados e São Gabriel do Oeste, ampliando a capacidade de processamento instalada no Estado.

O resultado é uma estrutura em que agricultura, pecuária, energia e indústria passam a funcionar de maneira cada vez mais interligada.

Segundo os números apresentados no material, Mato Grosso do Sul reúne hoje dez grandes cadeias produtivas e mais de 8 mil agroindústrias.

Menos espaço por atividade, mais produção por hectare

É dentro dessa transformação — e não como sinal de retração do campo — que deve ser compreendida a mudança no uso das terras de Mato Grosso do Sul.

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Nos últimos 15 anos, a área de pastagens passou de aproximadamente 23 milhões para 18 milhões de hectares.

Parte dessas terras deu lugar a agricultura, florestas plantadas e outras atividades produtivas. Esse deslocamento já vinha sendo identificado há anos pelos levantamentos estaduais: a expansão agrícola ocorreu principalmente sobre áreas anteriormente utilizadas pela pecuária, simultaneamente à adoção de sistemas de produção mais intensivos.

Ou seja, diferentes cadeias passaram a dividir uma base territorial que anteriormente era muito mais concentrada na pecuária extensiva.

Também houve melhora na qualidade das áreas que continuam destinadas ao gado. Dados baseados no MapBiomas apontam que as pastagens consideradas de baixo vigor caíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024 — redução aproximada de 52%.

É nesse sentido que Riedel associa o novo perfil do agro a produtividade e tecnologia.

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“Muito antes de ser governador, a gente trouxe aqui para a nossa empresa um modelo que envolve alta produtividade, tecnologia, eficiência e sustentabilidade. E esses conceitos dão uma dimensão do agro em todo o Estado do Mato Grosso do Sul”, afirma.

Preservação entra na equação econômica

O crescimento da produção convive também com uma discussão cada vez mais presente dentro das propriedades: como transformar preservação ambiental em parte da própria economia rural.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, afirma que mais de 300 mil hectares foram regenerados no Estado, em sua maioria dentro de propriedades privadas.

Para o produtor rural Leonardo Leite de Barros, políticas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) representam uma mudança importante porque atribuem valor econômico à preservação.

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“Quando vem o governo e traz uma política pública de primeiro mundo, dizendo: ‘olha, nós estamos reconhecendo que vocês preservaram esse bioma que é tão importante para a humanidade e vocês, portanto, vão receber um dinheiro por essa preservação’, eu acho que é um reconhecimento muito maior do que a questão monetária”, afirma.

A lógica é acrescentar uma nova possibilidade à renda rural: além de receber pelo que produz, o proprietário também pode ser remunerado por serviços ambientais prestados pela conservação de determinadas áreas.

Irrigação e carbono aparecem como próxima fronteira

Para um eventual segundo mandato, Riedel coloca entre seus compromissos ampliar essa transformação por duas frentes: irrigação e valorização econômica da preservação.

O governador afirma que pretende estruturar um grande projeto de incentivo à irrigação, com objetivo de aumentar a segurança hídrica e reduzir a vulnerabilidade da produção às oscilações climáticas.

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Também propõe ampliar os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais e associá-los às oportunidades abertas pelo mercado de carbono.

“Pelo PSA, vamos valorizar ainda mais quem preserva, ampliando a renda do produtor com o crédito de carbono. É esse o futuro que estamos plantando”, afirma.

Depois de décadas em que boa parte da economia rural sul-mato-grossense esteve concentrada em poucas atividades, o campo passa, portanto, por uma mudança de escala e de perfil.

O boi continua importante. A soja e o milho continuam entre as grandes forças da produção. Mas ao redor deles cresceram a celulose, o etanol de milho, a bioenergia, a piscicultura, a suinocultura e novas culturas como amendoim e laranja.

Mais do que substituir uma atividade por outra, a transformação está em multiplicar o que Mato Grosso do Sul consegue produzir a partir de sua terra — e quanto valor consegue acrescentar a essa produção antes que ela atravesse suas fronteiras.

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Cidade

Governo de MS reconhece emergência em Campo Grande após temporal

LUIS VILELA

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O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu nesta quarta-feira (16) situação de emergência em após o temporal que atingiu a cidade no dia 10 de setembro e derrubou diversas árvores, danificou casas e telhados e deixou inúmeras pessoas sem energia elétrica por mais de 3 dias.

Segundo o decreto publicado e assinado por Eduardo Riedel (PP), o reconhecimento da emergência levou em consideração o severo evento meteorológico caracterizado por tempestade local/convectiva, acompanhada de fortes rajadas de vento, que atingiu diversas regiões de Campo Grande.

Assim, o evento adverso provocou expressivos danos materiais, ambientais, econômicos e sociais, atingindo imóveis públicos e particulares, a infraestrutura urbana e as vias públicas do município

 

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Em parecer técnico, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil relata a ocorrência desse desastre no município e é favorável ao reconhecimento da declaração de “Situação de Emergência”, com base nos dados constantes no Sistema Integrado de Informações de Desastres -S2ID, Processo MS-F-5002704-13215 20260910.

Portanto, fica reconhecida, pelo prazo de 180 dias, a situação de emergência declarada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio do Decreto nº 16.735, de 11 de setembro de 2026, nas áreas do município afetadas por desastre classificado e codificado como Tempestade Local Convectiva – Vendaval, COBRADE 1.3.2.1.5, conforme Portaria nº 260, de 2 de fevereiro de 2022, do Ministério do Desenvolvimento Regional, e suas alterações, e das informações registradas no Fide (Formulário de Informações do Desastre), do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastre.

Governo de MS reconhece emergência em Campo Grande após temporal

 

Escola Municipal Arlindo Lima teve danos durante o temporal. (Fala Povo, Jornal Midiamax)

Com o decreto, foi autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem, sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

Autorizou-se, ainda, a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e a realização de campanhas de arrecadação de recursos perante a comunidade, com o objetivo de facilitar as ações de assistência à população afetada pelo desastre, sob a coordenação da Coordenadoria.

“Ficam autorizadas as autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a: I – adentrar nas casas, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação; II – usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”, diz trecho do decreto.

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O decreto de situação de emergência dispensa licitação nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a continuidade dos serviços públicos ou a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares. A medida deve ser adotada apenas para aquisição dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 1 ano, contado da data de ocorrência da emergência ou da calamidade, vedadas a prorrogação dos respectivos contratos e a contratação de empresa já contratada.

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Brasil

Secretaria de Administração abre Processo Seletivo Simplificado

LUIS VILELA

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A Prefeitura de Paranaíba, por meio da Secretaria Municipal de Administração, divulgou o Edital n. 001/2026, abrindo o Processo Seletivo Simplificado nº 013/2026, para a contratação temporária para a área de Agente Administrativo.

A inscrição é gratuita e poderá ser realizada até às 13h do dia 18 de setembro de 2026.

Antes de realizar sua inscrição, leia atentamente o edital para garantir que você esteja por dentro de todas as informações importantes!

Edital pode ser acessado em: Edital de abertura Processo Seletivo Secretaria Municipal de ADMINISTRAÇÃO.

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Link para inscrições:
https://forms.gle/hAkJ8fhYjtuRnedY6

Não perca essa oportunidade!

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