Com o registro, tota de registros do vírus monkeypox subiu para 12 na região de Campinas, todos em homens. Paciente é jovem de 27 anos e SP trata casos como surto; veja como se prevenir. Americana (SP) confirmou na noite desta quarta-feira (27) o primeiro caso positivo de varíola dos macacos. Com isso, subiu para 12 o total de registros na região de Campinas (SP). Em nota divulgada às 19h, a prefeitura informou que o paciente é um homem de 27 anos, com quadro de saúde estável. Ele está em isolamento domiciliar, sob monitoramento, não tem histórico de viagem ao exterior, nem teve contato com viajantes.

Prefeitura de Americana — Foto: Edvaldo de Souza/EPTV
“A Vigilância reforça a importância dos serviços de saúde se atentarem aos casos de pacientes com lesões cutâneas [pápulas, vesículas, crostas], em que tenham sido descartadas outras doenças com sintomas similares, como dor de cabeça, presença ou não de febre, linfonodos aumentados, dor nas costas e fraqueza”, diz nota da assessoria.
‘Contato íntimo e sexual’
Segundo a Saúde de SP, todos os pacientes estão com boa evolução do quadro e são acompanhados pelas vigilâncias epidemiológicas dos seus respectivos municípios, com o apoio do Estado. A secretaria já trata como surto da doença, e disse que a prevalência é de transmissão em relações íntimas e sexuais. “O vírus da Monkeypox faz parte da mesma família da varíola e é importante salientar que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. A transmissão ocorre entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual”. Aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus
Caroço no pescoço, axila e virilhas
Febre
Dor de cabeça
Calafrios
Cansaço
Dores musculares
A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas
Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
Da mãe para o feto através da placenta;
Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.
Por g1 Campinas e Região
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