Priscila Teodoro da Silva, 36 anos, percorre diariamente as ruas do Vila Nasser, em Campo Grande. Como agente de saúde, conhece as famílias do bairro, acompanha suas necessidades e vê de perto o caminho percorrido por quem depende da rede pública. Enfermeira de formação, ela também sabe o que acontece quando esse caminho termina em hospitais sobrecarregados.
“Eu, além de ser da saúde, também sou enfermeira. Então eu sei como é a superlotação, como a população sofre com isso”, conta.
É dessa experiência cotidiana que Priscila observa uma das mudanças promovidas pelo Governo de Mato Grosso do Sul na saúde: a regionalização do atendimento. A estratégia amplia a estrutura no interior para que parte dos pacientes possa ser atendida mais perto de casa e para reduzir a pressão sobre os hospitais de Campo Grande.
“Essa regionalização ajuda muito a população a conseguir ser mais assistida. Vai desafogar os hospitais daqui, a população de Campo Grande não vai sofrer tanto com a superlotação”, avalia.
Durante agenda na Capital, o governador Eduardo Riedel destacou essa política e encontrou também trabalhadores que estão na outra ponta do sistema — aqueles que entram nas casas, acompanham famílias e ajudam a evitar que muitos problemas cheguem aos hospitais.
Valorização de quem está na ponta
Para Priscila, a mudança não ocorreu apenas na estrutura do atendimento. Chegou também ao salário dos agentes.
O governo estadual elevou para até um salário mínimo o incentivo pago à categoria, em um processo escalonado até o fim de 2026. O benefício alcança agentes comunitários de saúde, de controle de endemias, indígenas e de saúde pública em todo Mato Grosso do Sul.
“Ele cumpriu rigorosamente o que prometeu na última campanha. É um governo que valoriza a nossa categoria, as portas são abertas, a gente consegue falar diretamente na Secretaria de Saúde”, afirma.
Priscila entregou uma carta ao governador pedindo a manutenção do incentivo. Riedel assumiu o compromisso de preservar o benefício.
Por trás da mudança percebida pela agente está um conjunto de investimentos. O Estado aplicou R$ 3,47 bilhões na regionalização da saúde. Desse total, R$ 2,478 bilhões foram destinados ao incentivo hospitalar. Outros R$ 682,4 milhões foram direcionados a repasses aos municípios e ao programa MS Saúde, R$ 188,6 milhões a equipamentos e veículos e R$ 127,8 milhões a obras.
Com a nova política hospitalar, o teto de incentivos, que variava entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões ao ano, chegou a R$ 198,5 milhões.
A rede conta com quatro hospitais regionais e 695 leitos de contrapartida estadual. Entre as unidades estão o Hospital Regional de Dourados, responsável pelo atendimento a 34 municípios do Cone Sul, o hospital de Três Lagoas e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital, com 362 leitos. O governo também pretende dar ordem de início de serviço ao quinto Hospital Regional, em Corumbá.
No primeiro semestre de 2026, o interior respondeu por 37,7% dos pacientes regulados. Em 2022, eram 31,9%. O Estado também realizou 44.682 atendimentos de telessaúde nos 79 municípios e alcançou nota 100 em cobertura vacinal.
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