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Cidade

Paranaíba terá Audiência Pública sobre o Plano Municipal de Segurança Pública

LUIS VILELA

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A Comissão Especial responsável pelo Estudo e Elaboração do Plano Municipal de Segurança Pública do Município de Paranaíba-MS, convida os cidadãos e as instituições públicas e privadas, representativas da sociedade, para Audiência Pública que debaterá e estabelecerá diretrizes para o Plano de Segurança Pública do Município de Paranaíba.

A Audiência ocorrerá nesta quarta-feira (20), às 8h, na Câmara Municipal de Paranaíba-MS.

Serão apresentados esclarecimentos quanto ao tema, para possibilitar a manifestação dos interessados a respeito dos pontos relacionados à futura implementação do Plano Municipal de Segurança Pública.

O anteprojeto de lei permanecerá à disposição dos interessados para consulta no Portal da Prefeitura de Paranaíba, página eletrônica https://www.paranaiba.ms.gov.br/.

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Luís Vilela é jornalista formado pela UNIDERP Campo Grande (MS), atual em veículos de imprensa como Jornal O Estado de MS, rádio CBN Campo Grande, Jornal Tribuna Livre, Rádio Difusora e Rádio VALE FM. Vencedor de premios de Jornalismo FAMASUL e OCB/MS.

Cidade

Relatório elaborado 6 anos atrás já apontava PCC estruturado em 16 cidades de MS

LUIS VILELA

Publicado

em

Anos antes de as facções criminosas voltarem ao centro do debate sobre segurança pública em Mato Grosso do Sul, investigação sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) mostrou uma estrutura organizada e distribuída por “corredor” que cortava o Estado de norte a sul, cruzando diferentes regiões e atingindo, pelo menos, 16 cidades.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O material analisado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) revelou o que hoje é amplamente falado, o nível de organização da facção, que não apenas cadastrava seus integrantes, mas também registrava cidades de atuação, funções internas, números de matrícula, apelidos, datas de ingresso, passagens pelo sistema penitenciário, punições e dívidas.

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As informações estavam em planilhas eletrônicas encontradas apenas em um telefone celular apreendido em 7 de julho de 2020, durante o cumprimento de mandados da Operação Ponto Cego. O aparelho estava com uma mulher investigada por ligação com a organização criminosa e teve o conteúdo acessado com autorização judicial.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as planilhas reuniam 426 cadastros atribuídos a integrantes do PCC. Depois de cruzar os registros com bancos de dados policiais e penitenciários, os investigadores afirmaram ter identificado 110 membros da facção, vários deles em posições de liderança e atuantes em diferentes regiões sul-mato-grossenses.

Desse grupo, 100 pessoas foram incluídas em denúncias apresentadas à Justiça. O Ministério Público dividiu os acusados em dez ações penais, com dez nomes em cada uma, sob o argumento de que um único processo contra todos poderia comprometer a tramitação e prolongar a instrução criminal.

No mapa, pontos mostram o corredor do PCC identificado pelo Gaeco em 2020

Cadastro – As fichas funcionavam como uma espécie de prontuário interno. Cada integrante podia ser identificado pelo nome, codinome, matrícula, data de “batismo”, padrinhos, cidade de origem e município onde atuava.

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As planilhas também registravam o bairro, as unidades prisionais pelas quais a pessoa havia passado, as últimas funções exercidas, o cargo atual, eventuais punições e valores devidos à organização.

No vocabulário empregado nos registros, a cidade de atuação era chamada de “quebrada atual”, enquanto os presídios apareciam como “faculdades”. O “batismo” indicava a entrada formal do integrante na facção.

O nível de detalhamento mostra que o grupo buscava acompanhar a movimentação de seus membros dentro e fora das prisões. Mais do que uma relação de nomes, o material apresentava uma estrutura com divisão de tarefas, circulação de informações e responsáveis por diferentes territórios.

Não significa, porém, que todas as informações das planilhas tenham sido automaticamente comprovadas. Elas foram usadas pelo Ministério Público como parte do conjunto de indícios, ao lado de registros policiais, dados penitenciários e outras informações.

As defesas contestaram a acusação e sustentaram, em manifestações posteriores, que cadastros e consultas a sistemas oficiais não bastariam, isoladamente, para justificar condenações.

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Homem preso em 2020, durante a pandemia, na operação realizada contra o PCC (Foto: Arquivo)

Disciplina e comando regional – Entre as funções mencionadas no documento nada mudou até hoje. Aparecem “disciplina”, “geral da cidade”, “geral do interior”, “salveiro da disciplinar” e postos ligados a determinadas regiões.

O setor chamado de “disciplina”, conforme a acusação, era responsável por fiscalizar o comportamento dos integrantes e cobrar o cumprimento das regras da facção. Pessoas identificadas nesse núcleo exerciam influência sobre outros membros e participavam do controle interno da organização.

Os “salveiros” eram responsáveis pela transcrição, transmissão e preservação dos “salves”, como eram chamados os comunicados internos. Um dos denunciados foi apontado como integrante do “Salveiro da Disciplinar Rota Norte”, o que indica a existência de comunicação organizada entre integrantes de municípios distintos.

Também aparecem funções como “disciplinar Conesul”, “salveiro da disciplinar regional Conesul” e “geral do interior de MS”. Em um dos casos, Leonardo Estevo, conhecido pelos apelidos “Beiço” e “Don Ruan”, foi apontado como ocupante dessas posições e como integrante da estrutura regional da facção.

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Em manifestação juntada posteriormente ao processo, o próprio acusado confirmou em juízo que integrou o PCC durante alguns meses de 2017 e que foi “batizado” em Mundo Novo.

Presença – Os cadastros mencionam integrantes vinculados a municípios de diferentes regiões, como Campo Grande, Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Alvorada do Sul, Deodápolis, Ivinhema, Naviraí, Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado, Fátima do Sul e Ponta Porã.

Em alguns registros, o integrante era relacionado diretamente ao comando de uma cidade ou região. Em outros, aparecia como responsável pela disciplina de determinado município, bairro ou eixo territorial.

A distribuição dos cargos indica que o PCC procurava organizar sua presença para além de Campo Grande e dos grandes presídios. O mapa incluía cidades da fronteira, do Cone Sul, da região norte e do interior, áreas que têm características distintas, mas importância para a circulação de pessoas, drogas, armas e informações.

O documento, entretanto, retrata o cenário identificado durante uma investigação iniciada em 2020. Ele não permite afirmar, sozinho, que a mesma estrutura, com os mesmos integrantes e funções, permaneça intacta em 2026.

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O que o material demonstra é que, há pelo menos cinco anos, investigadores já apontavam uma rede com funções territoriais e administrativas espalhada por Mato Grosso do Sul.

DOF era mais um braço da ação que envolveu policiais contra facções (Foto: arquivo)
Estrutura – As unidades penitenciárias ocupam espaço relevante nos cadastros. Vários integrantes teriam passado pelo “batismo” enquanto estavam presos, especialmente na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, na Penitenciária Estadual de Dourados e na Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí.

Documentos anexados posteriormente ao processo apontaram ainda que o Raio 2 da Penitenciária Estadual de Dourados concentrava presos considerados integrantes, ex-integrantes ou simpatizantes do PCC.

A presença das unidades nas fichas mostra que a passagem pelo sistema penitenciário era acompanhada pela organização. O material não autoriza concluir que todos os presos dessas alas fossem membros ativos, mas reforça que os presídios faziam parte da lógica de identificação e circulação interna usada pela facção.

A retomada do debate sobre o poder das facções em Mato Grosso do Sul levanta uma pergunta inevitável: o que hoje é percebido como avanço territorial representa uma expansão recente ou a exposição de uma estrutura montada há anos?

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O relatório não responde sozinho. Para medir o cenário atual, seria necessário comparar os dados da investigação com informações atualizadas das forças de segurança, do Ministério Público e da administração penitenciária.

Ainda assim, as planilhas revelam que a organização territorial não nasceu agora. Quando o assunto voltou às manchetes em 2026, o Estado já carregava um diagnóstico antigo: o PCC havia criado um sistema próprio para cadastrar pessoas, distribuir responsabilidades, transmitir ordens e acompanhar integrantes em várias cidades sul-mato-grossenses.

Sentença – A reportagem localizou sete das dez ações penais abertas contra os chamados “100 do PCC”, investigados e denunciados a partir de 2022. Os processos tramitaram na 6ª Vara Criminal de Campo Grande e tiveram sentenças proferidas entre agosto de 2023 e maio de 2025.

Nas sete ações consultadas, 50 réus foram condenados por integrar organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros 19 tiveram os processos suspensos, principalmente porque não foram localizados após a citação por edital, e um teve a punibilidade extinta em razão da morte.

A reportagem não encontrou as outras três ações e, por isso, não conseguiu atualizar a situação de 30 dos 100 denunciados.

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As penas variaram de 3 anos e 6 meses a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. A maior parte dos condenados recebeu regime inicial fechado, além do pagamento de multa.

A maior pena identificada no levantamento foi aplicada em setembro de 2023 e chegou a 7 anos, 1 mês e 21 dias de prisão. Entre os condenados nesse processo estavam Antônio Carlos Portelli e Jinaldo Lopes da Silva Neto, apontados como integrantes com funções de comando na organização.

Em março de 2025, diferentes sentenças aplicaram penas de 6 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão a réus como Evanilson Mendonça de Matos, Bruno Dias da Costa e Erick Vilela da Silva.

Na decisão mais recente, de 19 de maio de 2025, a mesma pena foi imposta a integrantes apontados como responsáveis por funções de comando, entre eles Everton Luís da Silva Rezende, João Batista Aguiar Galdino e Luiz Fernando Ferreira. Em todos os casos ainda cabe recurso das condenações.

As decisões descrevem uma estrutura hierarquizada, com integrantes responsáveis pelo comando do grupo e por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, roubos e homicídios. As condenações analisadas, porém, ocorreram principalmente pelo crime de integrar organização criminosa.

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Cidade

Enfrentamento ao Aedes aegypti começa com a eliminação de criadouros

LUIS VILELA

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Reservar alguns minutos por semana para verificar locais que possam acumular água é uma das principais medidas para impedir a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika. Recipientes de diferentes tamanhos podem se tornar criadouros.

Por isso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta que a vistoria seja realizada dentro das residências e também em quintais, jardins, varandas, áreas de serviço, terrenos e demais espaços próximos aos imóveis.

Caixas-d’água sem tampa, calhas obstruídas, pneus, garrafas, vasos de plantas, ralos pouco utilizados, piscinas sem tratamento, recipientes descartáveis e reservatórios de água para animais estão entre os locais que precisam ser verificados.

A eliminação desses pontos interrompe o ciclo de reprodução do mosquito e reduz o risco de transmissão das três doenças.

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Cenário epidemiológico

A SES acompanha o cenário epidemiológico e os indicadores de dengue, chikungunya e Zika nos municípios de Mato Grosso do Sul.

De acordo com os boletins epidemiológicos referentes à Semana Epidemiológica 28, publicados em 23 de julho, Mato Grosso do Sul registra 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram confirmados. Também foram confirmados 28 óbitos e 114 casos da doença em gestantes. Um óbito permanece em investigação.

Em relação à dengue, foram registrados 4.718 casos prováveis e 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença, e dois permanecem em investigação. Os dados são parciais e podem sofrer alterações conforme as informações encaminhadas pelos municípios.

As medidas adotadas para prevenir a dengue e a chikungunya também contribuem para evitar a Zika, uma vez que as três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

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Em articulação com as Secretarias Municipais de Saúde, o trabalho contempla o monitoramento epidemiológico e entomológico, a emissão de alertas e boletins, o apoio técnico às equipes municipais, a realização de capacitações e supervisões de campo, a vigilância laboratorial, a orientação para a atualização dos planos municipais de contingência e a organização da rede assistencial.

O acompanhamento da presença do mosquito também utiliza armadilhas de oviposição, conhecidas como ovitrampas. A ferramenta auxilia na identificação de áreas com presença do vetor e no direcionamento das medidas de controle.

As arboviroses também foram incluídas nas discussões sobre a revisão do Plano de Contingência Estadual de Eventos Climáticos, relacionado a secas e estiagem, com a definição de ações para o período de El Niño.

Vistoria deve fazer parte da rotina

A orientação é que os moradores realizem a inspeção dos imóveis semanalmente e adotem os seguintes cuidados:

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  • manter caixas-d’água, cisternas e reservatórios tampados;
  • limpar calhas e retirar materiais que impeçam o escoamento da água;
  • eliminar a água acumulada nos pratos de vasos de plantas ou preenchê-los com areia;
  • guardar garrafas e recipientes com a abertura voltada para baixo;
  • lavar os recipientes utilizados para fornecer água aos animais;
  • manter piscinas limpas e tratadas;
  • descartar adequadamente pneus, embalagens e objetos sem uso;
  • verificar ralos, bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado;
  • evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos;
  • permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

A vistoria também deve ser realizada após períodos de chuva e nos locais utilizados para armazenar água.

Atenção aos sintomas

Pessoas que apresentarem febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.

A busca por atendimento permite avaliar os sintomas e definir a conduta indicada para cada caso.

O controle do Aedes aegypti depende da atuação dos serviços públicos e da participação da população. A retirada semanal de objetos que acumulam água reduz os locais disponíveis para a reprodução do mosquito e deve ser mantida durante todo o ano.

Comunicação SES

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Cidade

ERRATA – Processo Seletivo Simplificado Nº 10/2026

LUIS VILELA

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A Comissão Organizadora do Processo Seletivo da Secretaria de Saúde de Paranaíba/MS avisa que foi necessário corrigir um erro na contagem de pontos da Prova de Títulos (tempo de serviço).

Justificativa da Comissão:

Esclarecemos que este Processo Seletivo Simplificado registrou um volume excepcionalmente alto de inscrições e de recursos administrativos. Diante do prazo legal reduzido para a conclusão do certame — motivado pela proximidade do encerramento dos contratos temporários atuais e pela necessidade urgente de manter a continuidade dos serviços essenciais de saúde do município —, a equipe da Comissão Organizadora precisou atuar de forma reduzida e sob intensa pressão de tempo. Esse cenário de sobrecarga operacional acabou gerando uma falha material isolada na digitação das notas, a qual está sendo corrigida agora para garantir a total justiça e legalidade do processo.

Explicamos abaixo o que aconteceu e como ficou a correção:

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  • O que aconteceu: O edital deste processo seletivo permite somar pontos se o candidato comprovar que trabalhou em locais diferentes na área da saúde (Anexo VIII). Ao revisar os documentos de uma das inscrições, a Comissão viu que a candidato comprovou o direito de receber pontos em mais de um critério, mas, por um erro de digitação na hora de somar, os pontos foram computados apenas uma vez.
  • A correção: Para corrigir esse erro involuntário, foram acrescentados a pontuação devida na nota final dessa inscrição, alterando assim sua classificação final.

A lista de classificação atualizada com as notas corrigidas de todos os candidatos do cargo estará disponível para consulta abaixo.

EDITAL PSS Nº10_2026 – HOMOLOGAÇÃO

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